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The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

13.06.19

O ÚLTIMO PASTEL DE NATA


The Cat Runner

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Não esperava que o último texto cumprisse o meu objectivo, pelo menos de forma tão abrupta.

Aquilo que era uma alerta, sem alarmismos, começou a tornar-se numa conversa.

E o blog teve visitas como se o mundo acabasse hoje.

Na caixa de mensagens, nas minhas redes sociais, nos comentários no blog, conversas boas.

Em todas as mensagens trocadas um denominador comum: ser feliz.

É quase chocante, no bom sentido, que todas as mensagens que tenho trocado, a propósito do texto, são de pessoas que já fizeram o caminho a que agora, desde agora, me proponho fazer.

Felizmente, sou apenas um peixe dentro de um oceano, foi o que concluí.

É o reverse effect: a minha história, esta, que faz parte de uma história maior, inspira aqueles que, sem saberem, me inspiram. Há alguma coisa tão gratificante?

Uma onda positiva, de energia positiva, de comunhão de interesses, de palavras, parte daquilo que o ser humano precisa para fazer o seu caminho. Positividade, esperança e acreditar,

Penso que, assim, não me levará a mal, caro(a) leitor(a) por ter decidido ir partilhando a minha experiência. Não o farei diariamente, não aprecio massacres, mas virei aqui contar histórias.

É o que mais me importa; as histórias.

Tudo isto, para dizer que lá fui eu, em direcção ao desígnio, que de fatalidades anda a crosta terrestre cheia.

Pesei-me de manhã e mandava balanço: 91 quilos.

Hoje foi o dia zero, a consulta à tarde, portanto, ao sair de casa caiu bem um pastel de nata e um café.

O último dos pastéis de nata. Essa é que é essa.

Dito assim custa dizer.

Mas é preciso ser dito.

Está dito!

Pontualmente, às quatro, lá estava eu, em frente a uma nutricionista.

Desde segunda feira que não faço exercício, como que a dizer-me: estás a dar as últimas, aproveita.

Eu, sentado em frente a ela.

  • “Ora, então vamos lá, conte-me tudo”.

E, eu contei.

Tudo esclarecido, tudo explicado, tudo conversado, uma dieta perfeitamente ao alcance do dia-a-dia, um drenante, um multivitamínico e uma "coisa" para desintoxicar alguns órgãos.

Parece quase anúncio, mas não é.

Podia ser um anúncio àquelas dietas mágicas, mas não é.

É só um "auxiliar", digamos.

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Na verdade é uma dieta, onde não posso comer hidratos, fruta e açúcar, nesta fase, na qual só posso comer determinados vegetais, a maioria da carne e do peixe, até conservas posso comer, como o Cristiano Ronaldo (ele come conservas, acredite).

Zero hidratos. Zero açucar. Nem sopa, sequer.

Não posso tocar nas bebidas de arroz, aveia e que tais, que tanto gosto, só posso beber chá ou água. Por causa dos açucares.

Nada de anormal.

As contas estão feitas, para chegar ao objectivo ao qual me propus: 12 quilos a menos em dois meses e mudança de hábitos, de alguns hábitos.

Já fui abastecer o frigorífico, com iogurtes e gelatinas zero, já comprei pão de forma zero. Tudo zero. Credo!

Para já apenas posso dizer que em uma janela de tempo de duas horas já fui mais vezes ao wc que durante o mês todo.

Daqui a seis dias tenho avaliação, com a nutricionista e, nessa altura, devo ter deixado para trás os primeiros dois quilos.

Amanhã, pela manhã, vou treinar Muay Thai, que sinto saudades.

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Junto às saudades a necessidade e, confesso, sinto vontade de me mexer, o que não acontecia há semanas. Já programei os treinos com o meu mestre ZFortes e as minhas corridas.

O que um simples nano-momento do pensamento faz!

Umas horas depois da consulta e já me sinto outro, passe o exagero.

Ainda nem sequer fiz a primeira refeição a sério.

Será ao jantar. 

Más as gelatinas não são, garanto.

Amanhã vou ao Muay Thai e vou almoçar um peixe grelhado, só com alface e pepino, ao Batalha.

Faz uns grelhados maravilhosos.

Só não posso levar o meu filho, por causa da entremeada grelhada, com batatas fritas.

Um homem não é de ferro.

Isto está a pôr-se de tal forma, que vou portar-me tão bem, que mais dia menos dia estou a transpirar água benta.

Sem açúcar.

Zero.

 

 

 

 

 

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