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The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

31.12.25

O Apocalipse


The Cat Runner

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O solstício de inverno, a noite mais longa deste ano que termina hoje.

A noite de que muitos temem pela escuridão, é, na verdade, o grito inicial do nascimento da luz.

Leio parte do “Apocalipse”; eleva-se a promessa e com ela o espírito.

A partir daqui, o dia ganha corpo, a luz intensifica-se e, simbolicamente, a verdade e o conhecimento acabam sempre por esmagar a ignorância. É inevitável.

O inverno não é castigo, é convite.

Tal com o “Apocalipse” não é destruição. É renascer.

É o recolhimento sagrado.

É o momento de "morrer" para os vícios, de mergulhar na nossa gruta interior, no mais fundo de nós, à procura da semente da virtude, ela está dentro de nós.

Muitos olham para o fim do ano como um apocalipse, o fim de tudo, a destruição do mal, para que no novo ano apenas o bem permaneça.

Estão errados.

O verdadeiro apocalipse é revelação, é o despir do velho para o renascer do novo.

É tempo de silêncio e de retificação.

É o tempo de cada um de nós pegar na sua própria "pedra", trabalhá-la com suor e alma, para que ela possa, amanhã, ocupar um lugar digno na construção de um futuro feito de espiritualidade profunda e amor fraternal. Todos os dias, até ao último dia, onde tudo se repete, como um ciclo com fim.

É a sabedoria que só o silêncio e a maturidade do pensamento trazem.

O dia mais longo do ano recordou-nos que nada na Natureza, nem na vida, é estático.

 Tudo é ciclo.

O rigor do frio? É o descanso necessário da terra para que a vida se alinhe na primavera. As dificuldades? São as provas de fogo para temperar o caráter.

Não é o fim. É o recomeço.

É o renascimento das cinzas do que já não nos serve.

Que venha o novo ano, com a força de quem sabe que o apocalipse é, afinal, a nossa maior oportunidade de sermos melhores.