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The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

21.02.18

METADE DA VIDA


The Cat Runner

 

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A TVI fez 25 anos.

É uma porção de tempo respeitável.

É uma porção de tempo que merece respeito.

Sobretudo, respeito por aqueles, tantos, que ao longo de 25 anos deram e receberam, muito.

Nunca o disse, mas tenho uma TVI só minha, não dá para me a tirarem.

Metade da minha vida foi passada dentro dela, com ela.

Tenho 48 anos, estou lá há 24 (23 e meio), ela tem 25.

Entrei solteiro. Casei.

Entrei sem filhos. Tenho dois.

Entrei novo. Estou velho.

Entrei com sonhos. Concretizei alguns.

Entrei ninguém e ninguém continuarei a ser quando sair.

Mas, não há volta a dar, a TVI, é como a olho, corre-me nas veias, bomba-me o coração, está tatuada na pele.

Entrei tinha ela um ano e meio, estava a começar a dar os primeiros passos.

Ela mudou, muito, muitas vezes.

São as pessoas que fazem a história e, tantas que por lá já passaram. Eu, continuo.

Por quanto tempo?

Não sei, não faço ideia.

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Toda a vida defendi a minha TVI com dentes cerrados. Quando ela não tem defesa limito-me a calar-me.

Tantas vezes me zanguei com ela, tantas vezes me desiludiu, tantas vezes me revoltei.

Tantas vezes chorei, mais de alegria, tantas vezes me senti orgulhoso, tantas vezes, a caminho da TVI pensava “vou fazer aquilo que se calhar milhões adoravam fazer”.

A TVI ensinou-me a valorizar a vida.

No deve e haver, os maus momentos não conseguem, de todo, superar o tudo de bom que a TVI me deu e me fez. Muito menos mesmo os piores momentos.

A nossa relação é de marido e mulher.

Mesmo quando ela não me liga nenhuma faço questão de lhe mostrar que eu estou ali.

A TVI fez 25 anos.

Apeteceu-me escrever sobre ela, a minha TVI, não é sobre a TVI que toda a gente vê. É sobre a minha.

Foi ela que me abriu as portas para ensinar, para dar aulas, foi ela que me criou condições para casar, comprar uma casa, constituir uma família, foi ela que colocou o esforço do meu trabalho aos olhos das pessoas.

Foi ela que me deu algo que nunca pensei ter; o reconhecimento do meu trabalho, no meu país, por parte dos meus concidadãos.

No dia que eu morrer haverá pelo menos uma alma que dirá: aquele gajo foi jornalista da TVI.

A TVI mudou tantas vezes que, por vezes, dou comigo a perguntar se é a TVI.

É.

Será sempre.

Por isso acabei o jornal da meia noite de uma forma extremamente intensa, para mim;

A TVI fez 25 anos.

Espero que nos acompanhe nos próximos 25.

(Mesmo que eu já lá não esteja)

A TVI é como os meus braços, pernas, coração, alma, faz parte de mim.

Peço menos, a minha TVI.

Que eu tenho uma só para mim !