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The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

The Cat Run

Uma cena sobre corrida em geral e running em particular e também sobre a vida que passa a correr. Aqui corre-se. Aqui só não se escreve a correr. Este não era um blog sobre gatos. A culpa é da Alice.

03.08.25

Dias sem apego à liberdade


The Cat Runner

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Não é por não ter havido, que não existiu.

Não é por não ter sido dito, não é por ter sido dito que não foi vivido.

As histórias vivem, tantas vezes em silêncios longos, em olhares que procuravam e não encontravam. Mas, que se conheciam e se perderam.

A verdade, guardada numa gaveta funda, junto a fotos que não se tiraram, a palavras que não se disseram,  fica lá no fundo, guardada.

Em cima do muro, o ligeiro toque nas costas, um olhar, parado a meio-caminho,  e um vôo no vazio. Um segundo, durou o olhar.

Um fim que crescia, lentamente, entre o sim e o talvez, a caminho do princípio, porque nem todas as histórias seguem a narrativa convencional.

E, a traiçoeira paixão, que não se vende, não se oferece em saldos, que se veste de fogo, mesmo que a porta esteja fechada.

Arde. Arde sozinho. Até que um portal te irá resgatar, de ti.

Solitude é escolha.

Solidão é erro.

O silêncio era um abraço. A paz. Vestiu-se de diabo e fez das dele.

A solidão, como um Adamastor incontrolável.

Ali, tão perto, ao mesmo tempo tão longe.

Como no deserto, onde o perto não existe, enquanto te aproximas.

É uma miragem.

Mas, o  longe é desenhado na linha horizontal, que gira e não termina nunca.

Um abismo que engole, sem grito.

Amor que só foi apenas um "eu" a mais.

Promessas de corações apressados, que a boca ousou dizer.

Um toque leve que foi um empurrão brutal, com a subtileza de um rio, que leva tudo com ele.

No fim, fica a margem vazia. A folha em branco de um amor, que não teve tempo nem lugar, nem amor.

Amar é apenas amar.

Sem esperar nada em troca, mas a contar com o abraço.

E, a paixão, que não se vende, não se oferece em saldos, que se veste de fogo, mesmo que a porta esteja fechada.

Arde. Arde sozinho. 

O belo está na luz que te fazer amar, arder, olhar, sentir, viver ou morrer, mesmo que a escuridão seja a única testemunha.

Na coragem de arder das cinzas renasces.

A vida é isto, a acontecer.

Um contraste.