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Há quem passe fome.

Há quem coma.

Há quem se alimente.

São mais os primeiros.

São muitos os segundos.

São menos os terceiros.

Foi por causa da corrida que desliguei a ficha, tomei consciência que, infelizmente, fazia parte do segundo grupo, o grupo dos que comem, mal.

Quando, em Janeiro, decidi começar esta aventura de me preparar para a minha primeira maratona, uma das ordens intransigentes do meu treinador foi ter que mudar, naquele momento, os meus hábitos alimentares.

E, é aqui que começa o meu verdadeiro martírio, o meu verdadeiro calvário, é aqui que começo a penar, como uma alma perdida.

É uma contradição, um dilema, uma dualidade, o que lhe queira chamar mas, eu nem gosto de comer, não sou de estar à mesa horas a fio, só se tiver que ser.

No entanto, gosto de comer só quando me apetece, só o que me apetece, adoro uma bifana, um pastel de nata, um sumo de laranja, um cozido à portuguesa, todos os doces, é disso que eu gosto, e de comer quando tenho fome.

Foi, por isso, às minhas custas que percebi que aquela história da alimentação equilibrada faz todo o sentido.

Custa-me mais controlar a alimentação do que correr e treinar.

Não consigo aquela cena das refeições verdes, das sementes, dos alimentos com nomes que nem conheço, não consigo chegar a esse ponto.

O mais longe que vou é tentar não estragar o que faço nos treinos, cinco refeições diárias, tentar comer carne, batata doce, massas, fruta, evitar refrigerantes, doces, não misturar batatas com arroz, e assim.

E, chega-me.

Eu quero correr a maratona, não quero bater o recorde mundial da maratona, são coisa distintas.

E, uma ou outra vez quebro a regra.

Tenho andado aí com um problema de sonos, tenho estado a descansar e a tentar re-equilibrar, e já vou fazendo progressos, mas ainda não consigo adormecer cedo, nem acordar cedo. A seu tempo lá chegarei, tenho a certeza, diz-me o meu médico.

Por isso, quando acordo, já perto da hora de almoço, agarro-me a um batido de banana, morangos, às vezes proteína em pó, água de arroz, uma torrada com manteiga de amendoim, com fiambre de perú e já está.

Este menu acompa com um comprimido de "Complexo B", dois WinfitSport, Magnesona, para a sobremesa.

Termino o meu pequeno almoço ao mesmo tempo que a minha mulher acaba de almoçar para ir trabalhar.

O facto de ainda viver fora-de-horas, se bem que mais próximo do que é um dia de uma pessoa normal, inibe-me de fazer as cinco refeições, tem sido assim no último mês.

Certo é que tenho notado essa desordem nos treinos.

Fico mais fatigado, demoro mais a recuperar e sinto que se comer, em condições, treino muito melhor.

Uma coisa já faço, como uma hora ou menos, antes de treinar, uma banana, uma barra de cereais, uma peça de fruta, o que for.

Antes, eu não conseguia comer e correr. Ficava mal disposto, vomitava, às vezes.

Agora, eu não consigo correr sem comer.

Só que também não consigo ser como aquelas pessoas que comem aquelas coisas todas saudáveis, as tais com nomes que nunca ouvi.

Não consigo mas gostava, confesso.

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publicado às 22:05



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