Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


A MESA DA TORTURA ( DIA 6 DA MARATONA)

por The Cat Runner, em 17.01.18

coach2 (2).jpg

 Perguntava-me há dias um amigo “como é que estava a ressaca da corrida?”.

É a primeira vez que estou sem correr, desde que comecei a correr.

Nos últimos quatro anos não houve uma semana em que não corresse.

E, quando estava mais de dois ou três dias sem correr começaçava a “hiperventilar”.

Agora, já lá vai uma semana e meia desde que me vi obrigado a parar.

Nem me lembrava, não fosse o Marco perguntar.

Nem tenho tempo para me lembrar, entre preparar as refeições que tenho que tomar, idas ao ginásio e às massagens, não dá sequer para me lembrar.

Minto. Claro que me lembro, todos os dias, quando estou a fazer remo ou bicicleta, é nesses momentos que me lembro que não corro há quase duas semanas.

O corpo nem reclama muito, e estou a fazer um milagre que é não engordar, sim eu tenho essa paranóia.

Os exercícios de fortalecimento e de core são tão brutos que me amassam o corpo todo.

Amassado, permanentemente amassado, é como me ando a sentir.

EU2.jpeg

 

 

Se não é do treino é das massagens, se não é das massagens é do treino.

Na última sessão de tortura dizia-me o meu treinador: “no pain no gain”, só que imediatamente dexei-lhe uma questão: “vai haver algum momento em que é só gain, sem pain?”.

“Claro que sim, é para isso que estamos a trabalhar”.

Mas há uma coisa que nunca imaginei em mim - as mudanças que estas coisas nos infligem são incríveis -, que é fazer planos a longo prazo.

Eu sou das coisas imediatas.

Daqui a duas semanas e meia as pernas estarão recuperadas, “os gémeos estão incrivelmente melhores, vão ficar novos”, moralizou-me o José Carlos (o meu treinador).

Depois precisamos de um mesociclo para ganhar de novo base, com o fortalecimento e com o trabalho de core que andamos a fazer bastam quatro semanas.

Só depois, daqui a quase dois meses, é que vamos começar a treinar corrida.

O segundo mesociclo (4 semanas) será feito sem grande intensidade e sem grande velocidade, meter quilómetros nas pernas.

A partir daqui é que as coisas começam a ser mais exigentes.

coach1 (1).jpg

 

 Rampas, séries, core, fortalecimento, objectivos, massagens que vão apssar a quinzenais e vamos trabalhar com o tempo e não com as distâncias.

Assim será até à Maratona.

Pelo meio vou viajar, em Maio, faço 20 anos de casado, e em Agosto vou 15 dias de férias.

Sim, já tenho o plano de treino adaptado a essas duas semi-paragens.

Portanto, caro leitor(a), só para dizer que está tudo tratado, como diria o outro, só falta o dinheiro.

O que é que me está a inquietar?

Não é a ressaca da corrida, é a Maratona.

Escolhemos Oslo, Porto ou Berlim.

Decidi-me por Berlim, sem saber que é quase impossível a inscrição, mas já há um amigo que se calhar vai abrir uma porta.

Senão Oslo, na Noruega.

Porto não em agrada, para a estreia, só proque não.

Isto é;

Consegui orientar tudo para chegar aquele objectivo que quase me cega, neste momento, tal é a vontade e a determinação.

Só não estou a conseguir orientar a Maratona que, está total e dfinitivamente decidido, será em Setembro.

Porque é que estou inquieto?

Não, não é por causa das inscrições, isso, com um ou outro contacto ultrapassa-se, estou inquieto porque até Setembro faltam 8 meses e meio.

Está a imaginar-se a preparar-se oito meses e meio para uma coisa que vai durar quatro horas e custar os olhos da cara?

Pois, nem eu estava, mas agora estou.

É que todas aquelas dores que o José Carlos me inflige, nas massagens, para além de custarem dinheiro, custam mesmo, vão ter ser compensatórias e eu não sou homem para ficar a meio do caminho.

Mas, na útlima sessão de massagens desabafei:

“Coach, sabes o que é que me preocupa mesmo? Quando começar a correr, devagar, com os gémeos já recuperados, vou ter medo que mal dê os primeiros passos voltem as dores, aquela bola que tinha no gémeo direito e que está a despaarecer, na verdade, na minha cabeça parece que continua cá”.

É esta a minha inquietação.

A dor é crónica e está a desaparecer, mas a sensação que tenho é que quando começar a correr ela vai voltar.

“Essa é a parte psicológica, estou aqui para te ajudar a ultrapassar isso”.

É por isso que amanhã volto à mesa da tortura.

E, se eu não for mais forte que isto tudo, não serei nada.

E, eu sei o que sou!

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D