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LEVEI OS PAIS AO PARQUE INFANTIL

por The Cat, em 05.06.17

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O meu domingo foi especial.

Levei os meus pais a uma corrida.

Foi, aos 65 e 68 anos, a sua primeira vez, e a minha, também.

Uma das mais belas manhãs dos meus domingos, e como os meus domingos são belos, mesmo aqueles que teimam em fazer-me cara de mau. Às vezes acontece-me o domingo fazer-me cara de mau, que não há dias perfeitos.

Nem eu sou perfeito, eu atraso-me, em tudo, até mesmo enquanto corro.

Mas, nunca me atraso quando vou correr, isso nunca.

Às sete e meia da manhã estava à porta de casa dos meus pais.

O meu filho disse que queria ir, o meu irmão também disse, mas eles são tão, mas tão parecidos, que até nesta falta de afecto, porque esta foi uma prova de afecto, eles falham da mesma foram.

Irrito-me, quando os meus não dão o valor devido às coisas, ao casamento, aos pais, aos momentos únicos.

Depois, tudo passa.

Eles ficaram a dormir, bons sonhos a ambos.

Foi a única coisa que me irritou, nesta especial manhã de domingo.

 

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publicado às 16:27

ALICE A BRUXA

por The Cat, em 05.11.16

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Dia 35

04/11/2016

 

Sobre festas...

 

Doçura ou travessura?

Nada contra.

Não tenho nada contra o Halloween, bem pelo contrário, não tenho nada contra as formas que as pessoas encontram para serem felizes.

Embora, escrito desta forma, com esta foto a acompanhar, possa, admito soar a ironia, mas não o é. Por certo.

Ao contrário da maioria das pessoas eu não tenho sempre opinião sobre tudo e não me manifesto. Se o Halloween não tem raízes portuguesas, mas os portugueses gostam de comemorar, porque não?

Não creio que o Pai Natal (a melhor activação de marca da história) tenha qualquer ligação a Portugal e, no entanto, até eu adoro o Natal, embora agora beba menos Coca-Cola, por causa da beleza exterior ao nível do abdómen.

Não veio mal ao mundo, a pasta de dentes cheirava bem e saiu com facilidade, notou-se algum cuidado na preparação do ataque, efectuado por criaturas de tamanho pequeno, mas imaginação larga, basta observar as teias penduradas, revela preparação, o que é digno de registo.

Surpreendido, mas divertido.

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Ao sair do elevador, enquanto a luz acendia (já informei várias vezes que o sensor deve estar avariado, se a gata me foge pela porta nem sequer a vejo), fiquei baralhado.

Olhei para a minha porta e achei algo estranho, olhei para a porta do vizinho – a luz acendeu, entretanto, e estava menos ornamentada, a porta do vizinho, faz sentido, o vizinho já lá não vive há uns dois anos.

Quando volto a olhar, para me situar, para ter a certeza que estava no 2º andar, deparo-me com as travessuras. Isto foi uma travessura, porque não houve doçuras (agendas desencontradas), no contexto do Halloween, que eu não festejo, aliás, festejo muito, mas muito poucas coisas.

Tive pena, por um lado, isto porque desde há um mês, que me confronto com novas travessuras, todos os dias, hoje, por exemplo.

Por outro lado, tive pena, porque não ofereci as doçuras, como faço desde há quase um mês, depois das travessuras.

Alice estava em casa, mas não está autorizada a abrir a porta a ninguém.

Neste momento há até uma estranha calma; não faço ideia onde estará Alice.

Em letra grossa, isto já é tudo dela.

Mas, calma, a travessura de andar em cima da mesa da cozinha, depois do meu almoço, enquanto arrumo a louça, foi uma vez sem exemplo. Isto é uma travessura.

A bom rigor, o Halloween é quando uma gata quiser.

Com as travessuras de Alice eu posso bem.

As doçuras, adoro.

Agora, agora, limpar a zona onde Alice come e esgravata com as patas, umas sei lá, seis, sete vezes por dia, já não me parece uma travessura.

Parece-me mais o próprio Halloween.

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O pesadelo materializado.

Hoje já recolhi milhões de pequenas pedras que saltam, qual explosão atómica, impulsionadas pelas patas de Alice.

Ainda agora, há que esteja neste preciso momento a aspirar a cozinha.

Aposto que daqui a uns dez minutos vai ter que se atirar moeda ao ar para ver quem vai limpar outra vez.

Não, não falo da porta, que isso foi há uns dias, falo do canto de Alice.

A minha esperança é que o Halloween se repita para a semana, quando estiver gente em casa.

Não se nega uma doçura a ninguém, muito menos a uma (ou várias) criança(s).

 

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publicado às 20:55


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