Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



FURACÃO ADELINO

por The Cat, em 12.10.15

 

IMG_6071.JPG

 

Nem sei por onde começar.

Assim sendo, vou começar pelo Joaquim.

Joaquim é um furacão.

Há depois muitos outros furacões (os furacões têm nomes masculinos e os ciclones nomes femininos), e há o furacão Adelino - já que se trata de furacões com nomes portugueses -, mas sobre esse já lá vamos.

A minha preocupação é com o Joaquim, o furacão com nome tuga, que muitos quiseram reduzir à condição de uma reles tempestade.

Há coisas que não se fazem, nem às tempestades armadas aos furacões.

Nunca vi o Algarve assim nesta altura do ano.

Lado positivo: um Algarve diferente, com chuva, fresco, pouca gente, ondas grandes e sol, sim, o sol apareceu, mal viu o Joaquim pelas costas e a família dentro do carro,rumo a casa. Uma tempestade armada ao furacão.

Sacana do Joaquim.

Ficou com má fama, o Joaquim.

Rufia, o furacão.

Nem todos os furacões são rufias, é como em tudo na vida. Tal e qual. 

E a quantidade de rufias que conheço. 

O Joaquim é um furacão rufia, por isso teve o triste fim que teve.

Qualquer dia vou ouvir dizer que foi o furacão Joaquim, Quim, para os mais próximos, afinal não passou pelos Estados Unidos, nem deu cabo das Bahamas, pior, chegou a Portugal no pico da força.

Conversa de rufia.

Todas as notícias deste fim de semana chamavam ao Quim "ex-furacão".

Como um furacão que se preze, nem sequer antigo furacão, quanto mais ex-furacão, o Joaquim parecia um chinês que conheci no sábado.

Joaquim, que já vinha meio enervado, chegou a Portugal e foi para sul.

Mas, não foi o Joaquim que derreteu o chinês.

Eu explico.

Isto de furacões não é assim tão simples como parece.

O Joaquim é um tipo cheio de força, energia e poder destrutivo. Um tipo que fez questão de o mostrar, sem pudor algum. Com as armas que tinha.

Só que o Joaquim veio para cá armado em mandão, peito feito, ameaçador, e chegou cá, de tal forma exuberante, que lhe chamaram "ex-furacão".

Deve ser a maior ofensa alguma vez feita a um furacão.

Postas as coisas assim fomos ver o Adelino.

Furacão por furacão, mais vale aquele que conhecemos, um furacão à séria, sem receio de se assumir, na sua quietude furiosa.

Se o Joaquim não tivesse chegado cá a medos, talvez até o tivesse-mos convidado para ir ver o Adelino jogar contra o chinês.

Montava-se um negócio da China.

Inventávamos o furacão Joaquim Adelino.

Mas não funciona.

O Joaquim é uma tempestadezinha de trazer por casa e já nem cá mora. Que fraco!

O Adelino é diferente. Eu conto.

Aqui eu conto quase tudo.

A primeira vez que entrei no ginásio já sabia quem ele era.

Uma menina por quem sou apaixonado tinha-me falado dele. Com afecto. Estava apresentado.

- " É o meu padrinho."

Aquela frase veio-me à memória.

Não me aproximei. De ninguém, nem dele.

Nos primeiros tempos nem conversámos muito, até porque estamos ali para trabalhar.

Nessa altura o Adelino já era um furacão, daqueles que deixa um rasto, que tudo leva à frente.

Isso tinha eu descoberto no Youtube.

Passei a ver, todos os dias, ao vivo, ali mesmo ao lado dele e de mais uns tantos da mesma linhagem.

IMG_6070.JPG

 

Eu conheço um mestre em furacões.

Ele define-lhes a linhagem, apura a casta, incute os genes.

O meu e dele é o mestre.

O homem que cria os seus próprios furacões.

Pega neles, centrifuga-os, torna-os espiral controlada e potente, e sopra-os, espalhando-os no devastamento que a beleza de um furacão contempla. 

A distância entre mim e Adelino começou a encurtar porque, afinal, emprestei-lhe o shampô, ofereci-lhe a toalha, os chinelos, e mais, comecei a habituar-me ao brutal barulho dos circulares dele, nos paos, causando uma onda de choque em volta, que contamina e contagia o ginásio, o ringue, as paredes. Aquilo parece mesmo que treme.

Vieram as fotos nas redes sociais, veio a proximidade, a admiração.

É verdade que choveu no Algarve, o que não impediu que pela primeira vez corresse à volta de uma marina.

Confesso, não me leve a mal, não gostei da marina de Albufeira, mas gosto de Albufeira, e a gala DFN29 foi um acontecimento social, um espectáculo, e um Portugal-China em K1, uma categoria irmã do Muay Thai tradicional.

Admito que possa ter ficado com esta imagem da marina de Albufeira à custa dos restos do Joaquim, que o deus dos furacões o tenha em descanso.

favela albufeira.JPG

 

Mas a imagem com que fiquei da gala DFN29 foi a de que o estigma de que as artes marciais e os desportos de combate são violência gratuita, não é sequer um estigma, é apenas desconhecimento. 

Um acontecimento social.

Um pavilhão cheio de lutadores, treinadores, gente ligada aos desportos de combate, políticos, personalidades influentes na vida da região, actores, televisões. Nem um único incidente. No meio de tanta gente "má" é obra!

Foi isso que presenciei.

IMG_6075.JPG

 

Tudo é uma combinação de técnicas, mergulhadas em respeito, pelas regras, pelo oponente, por todos.

E todos vivem o momento. Momentos épicos, como vemos na tv.

Talvez por isso cada vez mais e mais pessoas estão a praticar este seguemento de desporto, em todo o mundo, e em Portugal também. Não creio estar enganado, nem me tomo por louco.

Ou então, como uma marina é um lugar para guardar barcos, não é um local para correr, provavelmente, um dia, revejo a ideia com que fiquei, mas da gala gostei.

Na semana passada treinei com o furacão.

Quero dizer, o furacão deu-me treino e explicou-me coisas de furacões, que a tropa não vai em tempestades.

No fim do treino disse-lhe que ia ao Algarve, terra de furacões, ver o Joaquim passar, qual tempestade, que de furacão já não tinha nada.

Adelino disse-me que ia a um encontro de furacões e perguntou-me se queria ir.

Peguei nos bilhetes, na roupa especial para ver furacões, meti a família, quase toda, dentro do carro e arrancámos em direcção ao olho do furacão.

O mestre em furacões chegou mais cedo.

Nós chegámos tarde.

Falhei logo o jantar, o primeiro compromisso. Agradeço, mais calmo, à hora de ponta. à hora e quarenta, de ponta.

Teimoso como um raio decidi provocar o Joaquim, pela última vez, a ver se aquilo dava alguma coisa e fiz-me à estrada, depois de jantar. Ficámos de almoçar no dia seguinte.

O mestre em furacões chegou cedo, nós chegámos tarde e fomos dormir.

Nem sinal de Joaquim.

Foi só no dia seguinte que ele deu à costa.

As ondas estavam altas, a chuva batia de frente, na cara, agulhas suavemente frescas. Estava bom.

Os barcos eram bonitos. Grandes.

Cansado de andar a correr à volta da marina, desviei, saí, corri, subi.

-" Bom dia, peço desculpa, se for por aqui vou dar ao centro de Albufeira?".

A resposta saíu imperceptível.

Olhei a mota, o capacete no chão junto a uma mochila aberta.

A mão direita que segurava a mão esquerda, com sangue.

- " I just speak english, sorry".

Segui por ali mesmo.

Uma subida que me irritou.

Armadilha do Joaquim, de certeza, uma subida com chuva pela frente e o aliciante de entrar dentro da vila, a correr, pelas ruas estreitas do centro. Em boa hora.

Num - quase - piscar de olhos estava no topo da falésia, com o mar à direita e a terra dos furacões a meus pés.

Eu era um deles.

Não costumo atender o telemóvel enquanto corro, mas o mestre dos furacões faz parte de um núcleo muito restrito que faço questão de atender, quando corro.

A questão é simples: se fui à terra dos furacões para ver furacões era melhor perceber um pouco mais sobre furacões.

Foi ao almoço.

Um doce momento que prova, com relativa facilidade, que para se ser furacão não se tem que ser rufia, como esse Joaquim ranhoso. Há tempestades que têm a mania das grandezas.

Os miúdos, as conversas, o local, os bifes, de atum, de tudo e mais alguma coisa, que uma mesa, ainda por cima redonda sempre proporciona, e o vinho, tinto, como exige a amizade e o respeito, foi ao almoço.

À mesa lacram-se segredos, conversas e gargalhadas e laços.

É que, apesar destes Joaquins que para aí andam, os furacões são todos diferentes, entre si, eles sim, têm categoria(s) e perder um almoço com o mestre dos furacões é o mesmo que ir à terra dos furacões e não ver furacões.

Há muito que decidi esquecer o Joaquim, até o consegui bater na corrida, que piada é que aquilo teve?

Ele não tinha bilhete para o encontro de furacões que estava marcado para a noite, nem o deixavam entrar.

As horas passaram rápido, levadas a ventos quase ciclónicos.

Entrámos no hotel onde o Adelino estava há já dois dias.

Sem fazer nada.

A limitar-se a encher a sua própria espiral de pressão, pressão boa, que impele tudo para o seu interior, até ao momento da explosão incondicional.

Adelino abriu aquele sorriso infantil assim que nos viu. Estava calmo. Preparado.

- " Às seis vimos buscar-te ao hotel. Zé, podes levar o Adelino para o combate?"

Eu?

Pensei assustado.

- "Posso, claro. Às seis estou a porta do hotel".

Uma hora separava-nos, desde ir até voltar.

Da nossa terra tinha partido um autocarro cheio de família.

A tropa vinha a caminho.

Tal como este texto, o sábado passado foi um dia assim, começou normal, foi aumentando de intensidade, até que daqui nada vai atingir o clímax, que a noite estava apenas a começar.

O Joaquim é um menino.

Sinta a adrenalina.

- "Maria, o mestre está a apertar comigo".

- "Porquê, pai?"

- "Maria, tás a passar-te; nós é que vamos levar o Adelino para o combate.

Primeiro: é uma responsabilidade e uma honra.

Segundo: eu conheço mal esta zona. Cheira-me que nos vamos perder".

Quando o Adelino passou a porta do hotel para fora olhou em redor, perdido.

- "Pensava que vinhas no teu Golf".

- "Hoje é à boss".

Ele passou quase toda a viagem a atender chamadas, a agradecer o apoio, a falar com amigos, família, até que o que eu temia aconteceu.

No telemóvel dele, consegui espreitar pelo retrovisor, apareceu o número do mestre.

Já estava no local do evento.

- " Diz ao mestre que viemos dar ao pavilhão de Albufeira, mas que daqui a dez minutos estamos lá".

Comecei a respirar pelo nariz, pausadamente, como quando treinamos, iniciava ali um processo de auto-controlo, como aprendemos, quando treinamos. Não ia dar parte fraca.

A culpa foi do GPS. E da responsabilidade do momento, Olha se tivesse um acidente?

Podia contecer. Vade retro, Satanás!

Recuperámos tempo perdido e conseguimos chegar a tempo, ainda antes do autocarro, mas nunca antes do mestre, obviamente.

Acho que disfarcei bem a pressão daquela inesperada e séria missão.

- " Fogo, Maria, já viste..."

O sorriso dela disse-me tudo.

O Adelino é o padrinho de Muay Thai da Maria. A Maria é a minha filha e é um doce.

Foi a Maria que me levou para o Muay Thai, foi por ela, também por ela, por saber que era um dia importante para ela, que fomos, eu, ela e a mãe, em direcção à terra dos furacões, para ver o nosso furacão.

Adelino. Furacão Adelino.

 

Como já estive em centenas de jogos de futebol, por dentro, tenho a percepção dos momentos, das posturas, das conversas.

Tentei adaptar essa experiência àquele momento, com a sacramental diferença que ali era a minha e dela primeira vez.

Tinha que ser inteligente, mas era já muita coisa ao mesmo tempo.

Por um lado ia entrar com o Adelino, com o mestre e com o Nuno, nas entranhas, nos corredores.

Ia assistir ao momento de ligar as mãos, passar vaselina na cara, óleo de aquecimento no corpo.

Um momento íntimo. Privado.

É ali que a concentração do isolamento se transforma na concentração da explosão.

Foi, para mim, mais um estágio, neste enorme desafio que decidi abraçar há menos de quatro meses.

Como se estivéssemos na porta principal do estádio, no largo fronteiro, os jogadores, os treinadores, os elementos da organização, a segurança, os adeptos. E eu.

Era este o meu alinhamento mental, em termos de comportamento.

Uns esperavam por outros, quase todos esperavam pela hora certa.

Ali ao lado do pavilhão há um pequeno café com esplanada e um dono sério.

As imperiais, as águas, as bifanas, as bicas.

É aqui que entra o Fernando, que eu conhecia apenas através do Facebook, o Dias que é amigo do Fernando, e meu amigo no Facebook, por causa do Fernando, e o Carlos, que é meu amigo no Facebook, e que se tornou amigo do Fernando, que por sua vez era meu amigo e amigo do Dias e que se conheceram pessoalmente em Cabo Verde, porque o Fernando os apresentou via Facebook, e casualmente ambos estavam no mesmo hotel. Ficou baralhado(a)?

Essa era a ideia, um momento show time, só para relaxar.

Umas linhas para ler sem pensar nelas.

IMG_6054.JPG

 

 

O Carlos está em Ingaterra.

O Dias a trabalhar.

O Fernando foi ter comigo.

Sei que, finalmente, ao fim de seis anos, nos conhecemos pessoalmente, porque o Muay Thai me levou a ver os furacões.

Ao longo dos últimos anos perdi a conta às pessoas que conheci pessoalmente através do Facebook.

O Fernando apareceu, como combinado, falámos com o Dias através do Facebook, com o Carlos pelo telemóvel, ainda picámos o Rui. Havemos de almoçar juntos, um destes dias, num país qualquer.

Apresentei-lhe o mestre, o Adelino, a minha filha.

Registámos os momentos.

Não bebemos champanhe porque não quisemos, tirámos fotos que nunca mais acabavam, selámos uma amizade.

O senhor do café abordou-nos para nos dar o troco que tinha ficado esquecido em cima da mesa. Sério, eu disse.

Chegou o nosso autocarro, cheio, com os nossos, os que nos faltavam.

IMG_6074.JPG

 

Estavamos finalmente juntos.

Como quando a claque no nosso clube chega ao estádio.

Também passa por aí, ser a claque dos nossos, mas é mais do que isso.

Dentro daquele autocarro vinham alguns dos tantos que fazem uma família. Uma referência. O respeito incondicional de todos.

Dentro daquele autocarro vinham as luvas que iam dar o impacto final, a energia que faltava para imparáveis circulares. Dentro daquele autocarro vinha a nossa tropa, a nossa gente, parece linguagem do gueto, mas não é não. É mesmo assim; os nossos.

Raras vezes assisti a tamanho exemplo de união entre pessoas, em redor de uma coisa comum. Gente tão diferente, tão unida.

Enquanto percorria-mos o corredor, em direcção ao nosso balneário, comecei a registar no iphone tudo o que nos rodeava. Um admirável mundo novo.

IMG_6374.JPG

 

As expressões, umas relaxadas, umas em via de, outras tensas, assumidamente tensas.

Ia fotografando, discretamente.

Vi o orgulho com que o mestre ligava as mãos a Adelino. Vi-lhe na face e nos olhos.

IMG_6367.JPG

IMG_6360.JPG

 

 

 

Está pronto!

Ouvi-lhe esta frase ao longo de toda a semana.

Nós lutamos todos os dias pelos nossos, unidos, como aquelas ligaduras.

É a lei da vida de cada um.

Deu-me a mão de Adelino para eu tocar e sentir a ligadura feita à base de tape branca.

As mãos dele pareciam agora feitas de gesso duro.

A cara tinha mudado de feições.

IMG_6364.JPG

 

 

Por duas ou três vezes abanou o pescoço, veementemente, como quando estamos a aquecer. Para um lado e para o outro.

Pelo canto do olho fitava o mestre, cada vez mais orgulhoso do trabalho, repetido milhares de vezes nesta vida.

- " Está pronto!".

Passei a falar apenas quando falavam comigo.

O enorme pavilhão estava cheio.

Sentia-se o ruído, ao longe, abafado pelos corredores dos balneários.

Tal e qual como nos filmes.

IMG_6380.JPG

 

Time is now.

Cada vez menos palavras.

Saí quase sem darem por mim.

Tinha as fotos tiradas, o momento registado e a experiência vivida, de viver por dentro o momento de alguém que comigo partilha muitos momentos, ao longo de dias e dias, para chegar a este momento.

Que privilégio.

E com aqueles que vinham dentro do autocarro. E com aqueles que não vieram naquele autocarro.

A vitória do Adelino foi épica.

O jogador chinês leva 90 e tal combates, dez KO´s sempre com o mesmo cruzado. Resiliente. Forte com os punhos.

O primeiro assalto incendiou o pavilhão, embora para pouco ou nada tivesse contado.

Valeu pelo frontal do Adelino, no peito do outro jogador, ao primeiro segundo, que o projectou para as cordas.

Golpe perfeito. 

O segundo assalto sim.

Adelino começou a mostrar porque lhe chamei furacão neste texo, e porque decidi ir viver esta experiência com ele e com os nossos, esquecendo-me do pobre furacão Joaquim, que apenas me estragou umas horas de praia.

Remetendo-o para a condição de simples aguaceiro.

Ao terceiro assalto já o jogador chinês tinha sido assistido uma vez e o combate parado outras três para novas assistências.

Adelino estava forte, com os braços, com as pernas, com os joelhos. Os golpes estavam a entrar.

Forte, calmo, seguro.

Ele nunca o disse, mas eu acho que ele sentiu a pressão, sim, horas antes de entrar no ringue.

Sentia-mos que estava quase.

Nós que convivemos e treinamos juntos, todos os dias, sabemos quem somos, cada um de nós.

E foi épico.

Pois esta manhã acordei com aquela sensação que o meu clube, onde eu jogo, tinha sido campeão naconal.

Uma daquelas manhãs de domingo, com sol, sem vento, com aquele pequeno almoço na esplanada, em família, e desejoso de voltar a calçar as luvas.

Um fim de manhã, antes de seguirmos viagem, de volta, rematado com um café, com o mestre, grande amigo, o que tenho aprendido contigo...

Seguimos viagem, que amanhã é dia de trabalho e nem metade contei. Nem conto.

Dia de trabalho e de treino.

Um dia hei-de entrar no ringue, afinal a luta dura há uma vida inteira.

Nem que seja para agradecer aquilo que tenho vivido nestes últimos tempos.

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 02:29



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D