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ALICE E OS SEU PRÓPRIOS PARALELISMOS

por The Cat, em 28.11.16

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Dia 56

27/11/2016

 

Sobre crescimento...

 

Um fim de semana ausente e foi o suficiente para perceber como Alice cresceu.

Cinquenta e seis dias são quase dois meses.

Todos os dias, alimentando, dando afecto, conselhos, ordens, ensinamentos, com Alice tem sido assim, assim todos os dias.

Mas, foi preciso sair um fim de semana para, depois de chegar, olhar Alice com outros olhos.

Não é apenas o seu comportamento que se altera diariamente, percebo agora que também o seu aspecto se vai modificando.

O pêlo é agora mais brilhante, uniforme, os laivos dourados brilham mais, quando o sol a aquece, os olhos, olhe de novo a fotografia, os olhos de Alice já nos mostram os olhos dos gatos, ora ao alto, rasgados, ora cheios, ou como agora, cerrados.

Alice fecha os olhos, lentamente, quando se prepara para se deitar no lugar cada vez mais habitual, nas minhas pernas, em cima do cobertor castanho.

Hoje, dei conta de como Alice cresceu. Ela já não é uma gatinha pequena, à beira do nada, só, que um dia caiu nos braços de uma menina, bonita.

Alice é, agora, uma menina, bonita.

Deixou de ser bebé, é uma criança.

Às crianças quase tudo se desculpa.

Estou com saudades das minhas. Não foi só de Alice que estive longe, este fim de semana, foi também das minhas crianças, que estive longe.

Ainda não as vi.

Tenho saudades delas, cada vez maiores.

Tenho saudades a todos os segundos.

Também já foram bebés, também já foram meninos, são jovens, adolescentes, mas continuam lindos, a barba da primeira idade não lhe modificou o sorriso, a ele, as dores de cabeça do coração não lhe roubou o brilho do olhar, a ela.

E, assim, assim fica estabelecido o paralelismo;

Todos os dias, alimentando, dando afecto, conselhos, ordens, ensinamentos, com as minhas crianças tem sido assim, assim todos os dias.

Com Alice também.

Espalhamos amor, até quando nos zangamos, até quando Alice me arranha profundamente.

É que os paralelismos do coração devem ser sempre respeitados.

A saudade faz o resto.

Como crescem.

Como cresço.

 

 

 

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publicado às 15:44



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